
(Mt 22.37-39).
Só hoje tive “coragem” de me dedicar inteiramente à escrita sobre a minha experiência no Convivio Fraterno 1083.
Como já ouvi dizer, o meu testemunho no encerramento do Convivio foi dos mais longos alguma vez vistos e por isso resolvi mostrar-vos aquilo que disse.
Foi há quatro anos que tive o meu primeiro contacto com os Convivios Fraternos, tinha eu apenas 13 aninhos e fui ao encerramento do Convivio 939 em Pereiras, no qual participaram duas amigas e um amigo lá da paróquia. Para ser sincero nem sabia o que ia lá fazer, fui com o grupo de jovens e ia mesmo sem saber o que iria ver. Ao longo desse encerramento foram muitas as questões que me invadiram: “Porque é que estão todos a chorar? O que fazem nessa tal casa que eles voltam todos contentes, diferentes…?” No final do encerramento veio esses meus três amigos a chorarem e eu abraçei-me a cada um deles e disse-lhes “FORÇA!”, lembro-me como se fosse ontem. Só sei que a partir daí a minha ligação, principalmente com elas, ficou mais forte, o que me fez muito feliz, pois eram (e são) um exemplo para mim. Nessa noite fiquei também triste por saber que só podia participar com 18 anos e uma amiga também do grupo de jovens que foi ver disse-me “tu tens 13 anos? Quem é que tem 13 anos? Ninguem!” e ixo pôs-me ainda mais triste por salientar que eu tinha 13 anos e que ainda não podia participar nos Convivios Fraternos.
Passados quatro anos, numa noite fria, à 1h da manhã, depois de termos participado no Lausprene, essas mesmas duas amigas convidaram-me para participar no Convivio Fraterno e essas mesmas duas amigas tiveram na equipa no meu Convivio, acompanharam-me naqueles dias tão especiais, foi como se tivesse a viver o convivio delas há quatro anos. Essas duas amigas são a Andreia e Vânia!
“Depois de quatro anos à espera”, como me disse a Andreia naqueles dias, aí fui eu para o Convivio Fraterno 1083 numa noite de chuva e quando cheguei a S. Lourenço do Palmeiral pus-me a um canto, a pensar e a imaginar o que seria tudo aquilo, o que fariamos e o que não fariamos… pensei em muita coisa antes do primeiro jantar.
Ao fim dos três dias daquela experiência digo em uma palavra “ÚNICO!”, foi sem dúvida traumatizante, onde consegui ganhar forças para seguir em frente nesta caminhada da vida, em que aprendi algo mais sobre Deus, partes Dele que desconhecia ou que estava errado a esse respeito e onde aprendi a ouvir mais o Pai, a sentir mais os seus sinais e não ir pelas minhas convicções.
Por isso peço a todos aqueles que me conhecem, especialmente aos elementos do grupo de jovens e ao meu Pároco, que me ajudem a caminhar, que quando me virem sem forças dêem um pouco das vossas, quando me virem triste que me dêem umas chapadas para eu acordar…
Obrigado MEU DEUS por esta oportunidade, por teres posto no meu caminho pessoas espectaculares, com as quais aprendi muito.
OBRIGADO OBRIGADO OBRIGADO!
Acabo assim esta postagem com umas frases de uma música que me marcou nesses dias: “Só por ti Jesus, quero me entregar, um sorriso escondido no olhar, entregar-me de amor”.
Pedro Silva
No passado sábado, durante a celebração da Missa das 18h na Sé, o Padre Mário alertava os seus paroquianos, para não serem do tipo de pessoas que quando vêem um lençol com uma nódoa, só conseguem enxergar a nódoa ignorando toda a beleza do lençol. Ouvindo aquelas palavras, relembrei-me de todo o meu percurso na Igreja.
Eu comecei a minha caminhada de forma não convencional. Fui baptizado em pequeno, mas durante a minha infância nunca quis saber de Igreja, catequese e tudo o que se assemelhasse, embora acreditasse em Deus e até aceitasse Jesus como seu filho, pois pelo que ouvia julgava-O um modelo de perfeição. Porém com o passar dos anos duma vida de vazio espiritual, tive a curiosidade de o encontrar, tantos falavam a favor e outros tantos contra, eu tinha de formular a minha verdadeira opinião: “Se Existes eu hei-de Te encontrar”. Mal sabia eu, que Ele estava só à espera que eu decidisse aceitar o convite que Ele me tinha feito.
Pois bem, onde procurar? Na Bíblia: “Se Esta é realmente a Tua Palavra, há-de me transformar e saberei que és realmente o Senhor de tudo e de todos”. E foi o que aconteceu, não conseguia parar de ler e os meus objectivos de vida tinham mudado, cumprir o que lia era agora o objectivo. Mas deparei-me com dois problemas, (João 6:53-58) e (1 Coríntios 12:12-31), resumindo, eucaristia e viver como Igreja. Viver como Igreja, ideia que não me agradava nada, pois só conseguia “enxergar as nódoas e não via a grande beleza do lençol”, ignorando que algumas das nódoas estavam nos meus olhos e não no lençol. Mas lá fui, aos 20 anos entrei para a catequese de adultos e comecei a frequentar a Missa, e não encontrei uma Igreja castigadora como esperava, mas uma Igreja de paz e amor. Porém passado um ano, vendo alguns exemplos menos católicos na catequese e na missa, “fiquei obcecado pelas nódoas”, não conseguia ver que grande parte das pessoas estava lá de gosto e com grande fé, e voltei para o mundo.
Insensato, não se pode voltar para o mundo quando já se morreu para este. Passei então um ano de agonia espiritual no mundo, como um filho longe de casa. Entretanto o Padre Mário voltara de Roma e senti que tinha de regressar também e procurar o coração da Igreja. Voltei para a catequese e entrei para o coro, mas de coração fechado. No entanto a forma como me receberam fez-me “cair do cavalo”, e vi que tal como Saulo, eu observava as Escrituras mas perseguia injustamente a Igreja, pois tinha o coração fechado. Como se não bastasse, semanas mais tarde convidaram-me para um tal Convívio Fraterno. Irreflectidamente aceitei de imediato, fui…e todo o gelo se derreteu e os olhos abriram-se assim como o meu coração.
Actualmente faço parte deste Grupo de Jovens e a mensagem que vos deixo é esta:
Não sejam meros assistentes de cerimónias, nem se deixem obcecar pelas nódoas da vossa vida e da Igreja, para que não corram o risco de se tornarem mornos na fé.
Assim porque és morno e não és frio nem quente vou vomitar-te da minha boca (Apocalipse 3:16).
Desculpem lá o testamento…
Cláudio Adriano
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